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MAIS DE 20% DOS CIENTISTAS ATEUS SÃO ESPIRITUALISTAS!

 

Adaptação:  Wilson Mello Franco

 

A maior parte dos cientistas é realmente ateia?

Muitas pessoas ficam felizes quando algum cientista se apresenta como ateu e procuram transformar os cientistas agnósticos em ateus, como se isso fosse a mesma coisa. Assim, na ânsia da busca de argumentos antirreligiosos muitos apontam Albert Einstein e vários outros cientistas como ateus, e acabam se mostrando mais ignorantes do que aqueles a quem acusam de ignorância. Einstein é, como ele próprio diz, espiritualista. O que não significa ser religioso no sentido como este termo pode ser normalmente entendido, alguém que vai à igreja (ou não) “louvar a Deus”. Uma pessoa espiritualista está anos-luz de ser ateu. E, digo mais, na enorme maioria das vezes ela mais cristã do que aqueles que se dizem religiosos, que veem nessas pessoas uma ameaça ao status quo do qual eles tiram proveito, e a melhor maneira de cortar a ameaça é atribuindo-lhes a pecha de ateus.

 

Assim, muitos que se dizem ateus são na verdade antirreligiosos, e ser agnóstico nem sempre é sinônimo de ateu, embora possa ser em considerando vários parâmetros. 

 

A nova pesquisa, divulgada pela Universidade Rice, e que foi publicada no número de junho de 2011 da revista Sociology of Religion [Sociologia da Religião] mostrou que mais que 20% dos cientistas ateus são espiritualistas. Embora o grande público case espiritualidade e religião, o estudo mostrou que a espiritualidade é uma idéia separada – a que mais se ajusta ao campo da descoberta científica – para os cientistas "ateus espiritualistas". A Universidade Rice é uma das mais conceituadas no campo das pesquisas.

 

Por meio de entrevistas detalhadas com 275 cientistas naturalistas e sociais em universidades de elite, os pesquisadores da Rice descobriram que 72 cientistas disseram que têm uma espiritualidade compatível com a ciência, embora não sejam formalmente religiosos.

 

"Nossos resultados mostram que os cientistas têm consigo que religião e espiritualidade são ideias qualitativamente diferentes", disse Elaine Howard Ecklund, professora de sociologia na Rice, e principal autora do estudo. "Esses cientistas espiritualistas ateus estão buscando um sentido que os leve à essência da verdade através da espiritualidade - um sentido compatível com o trabalho que fazem como cientistas."

 

Esses cientistas veem tanto a ciência como a espiritualidade como um "faz sentido sem fé", porque ambas tem em comum uma busca contínua da verdade, que nunca pode ser definitiva. 

 

Segundo a pesquisa, eles acham a espiritualidade congruente com a ciência e separada da religião, justamente porque podem questionar em ambas.

A espiritualidade, dizem, está aberta à Ciência, a religião requer consentir com uma absoluta “ausência de evidência empírica”.

 

"Há espiritualidade até mesmo entre os cientistas mais seculares", disse Ecklund. "A espiritualidade penetra tanto no pensamento religioso quanto no pensamento ateísta. “Isso mostra que os cientistas, e outros grupos tipicamente consideramos como secular, não estão livres daquela incômoda pergunta: “Por que estou aqui?”.  Porém, longe de lhe dar uma resposta religiosa, procuram encontram um significado e uma lógica para esta pergunta.

 

Ecklund é coautora do estudo com Elizabeth Long, professora de sociologia na Rice. Na sua análise das 275 entrevistas, elas descobriram que os termos mais usados pelos cientistas para descrever a religião incluíam "organizada, pública, unificada e coletiva". E para espiritualidade incluíam "individual, pessoal e particularmente construída." Todos os questionadas usaram o termo coletivo para se referir à religião, e individual para se referir à espiritualidade.

 

"Enquanto os dados indicam que a espiritualidade é principalmente um propósito individual de cientistas acadêmicos, não é individualista no sentido clássico de torná-los mais concentrados neles mesmos", disse Ecklund, diretora de Religião e do Programa de Vida Pública na Rice. "No seu sentido prático, ser espiritual motiva-os a dar ajuda aos outros, e isso redireciona o jeito como pensam ao fazerem seu trabalho como cientistas."

 

Ecklund e Long observaram que os cientistas espiritualistas viam fronteiras entre eles e os seus colegas não-espiritualistas porque sua espiritualidade facilitava o compromisso que acreditavam ter com o mundo em volta deles. Tal compromisso, segundo os cientistas espiritualistas, gerava uma abordagem diferente no modo como se fazia uma pesquisa e no ensino. Para eles, o sentido espiritual leva os estudantes a ser mais bem sucedido no aprendizado.