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O FATOR SORTE A SORTE DE CADA UM

 

Adaptação de um artigo: Wilson Mello Franco

 

Algumas pessoas parecem ter uma sorte inexplicável, tudo que fazem parece sempre dar certo. Têm sucesso em assuntos do amor, pois mesmo quando se divorciam acabam arrumando outro companheiro melhor que o anterior. Um ar de vitória parece cercar essas pessoas, sua carreira, suas finanças, e suas parecem carregadas de felicidade e cheias de significados. E o mais surpreendente é que essas pessoas não parecem trabalhar tão duro quanto a maioria dos meros mortais, e a grande maioria nem mesmo tem um nível de inteligência que possa ser considerado extraordinário. Às vezes nem mesmo têm dons.

 

Claro que também existe o oposto, pessoas que fracassam repetidamente, apesar dos esforços e do trabalho duro, e até de seus talentos.

 

Para o primeiro caso damos o nome de sorte, e as pessoas que têm sorte até acham normal a vida ser assim para elas. A Ciência recentemente chegou a dizer que é uma questão de DNA, que há pessoas que nasceram com seu DNA programado para vencer, liderar e gerir, enquanto outras pessoas simplesmente vieram para ser operários, e até perder continuamente. Muitas vezes muitas dessas pessoas chegam mesmo a pensar a assim, que foram destinadas para o fracasso, e até se contentam em ser meros operários: trabalham, se aposentam com problemas de saúde, e esperam a morte. 

 

Mas seria a sorte uma questão de quantificação? Ou seja, nós a faríamos?

Richard Wiseman, professor na Universidade Britânica de Hertfordshire, conduziu algumas experiências que indicaram que temos muito mais influência em nossa própria boa sorte do que percebemos.

 

O professor Wiseman executou um estudo de dez anos para determinar a natureza da sorte, e publicou suas descobertas em um livro chamado The Scientific Study of the Lucky Mind. [O Fator Sorte: Estudo Científico da Mente Sortuda]. Entre outras coisas, ele estudou experimentalmente ganhadores de loteria, pessoas que se atribuíam ser “sortudas” e as comparou com as que se autodescreviam como “azaradas”, e achou que a percepção de uma pessoa de sua própria sorte diante de uma loteria não tem nenhuma influência em sua probabilidade de ganhar. Naturalmente esse resultado não foi nenhuma surpresa, porque loterias são dirigidas puramente pelo acaso fortuito. Mas em outro teste o bom professor pediu aos participantes que contassem o número de fotografias em uma amostra de jornal, e os caras que se haviam descritos como "sortudos” foram muito mais eficientes em notar uma mensagem na página dois, disfarçada como um anúncio de meia página em blocos de letras grandes: PARE DE CONTAR, HÁ 43 FOTOGRAFIAS NESTE JORNAL.

 

Obviamente alguma dose de sorte está baseada no bom acaso, mas esta experiência e muitos outras levaram Wiseman a concluir que uma porção significante da boa sorte de uma pessoa não é fortuita, mas grandemente devida ao estado de mente da pessoa e de comportamentos. Ele conclui que sorte é um artefato de psicologia onde uma pessoa não tem sorte em função de acidentes cósmicos, mas porque a pessoa alcança um padrão mental particular que precipita e amplia eventos “sortudos”. Enquanto esta observação parece óbvia, há muitos pormenores interessantes em suas descobertas. 

 

O teste de jornal do professor Wiseman mostrou que as pessoas que se sentem sortudas realmente diferem das que não se sentem, mas não devido a alguma força externa. Os indivíduos sortudos estavam prestando mais atenção em seus ambientes, àquilo que os cercava, o que os tornou mais capacitados a notar a mensagem no jornal. Durante seu logo estudo sobre a natureza da sorte, ele achou que os indivíduos “sortudos” normalmente possuem muitas qualidades que se sobressaem, incluindo personalidade extrovertida, ausência de ansiedade, mente aberta, e otimismo.

A essência da sorte é a oportunidade, de modo que quanto mais oportunidades a pessoa encontra e mais receptiva é a essas oportunidades, mais “sortuda” é. Wiseman descobriu que aquelas pessoas sortudas sorriem duas vezes mais que as outras, e olham muito mais nos olhos dos outros – têm esse contato com os olhos - do que as pessoas azaradas. Esse comportamento descontraído, extrovertido, expõe a pessoa a mais oportunidades devido ao aumento da interação social. Semelhantemente, a abertura de mente permite à pessoa encontrar um maior número de possibilidades exclusivas, e torna a pessoa mais hábil em agarrar as novas oportunidades. 

O professor Wiseman esboçou quatro princípios para ajudar a aumentar sua boa sorte:

 Princípio Um: Maximize as oportunidades de “coincidências” de sorte - Pessoas sortudas estão hábeis em criar, notar oportunidades e agir para provocar a sorte. Fazem isso de vários modos, inclusive intercomunicação no trabalho, adotando uma atitude descontraída de vida e se mantendo aberta a novas experiências.

 Princípio Dois: Preste atenção nos pressentimentos de sorte - Pessoas sortudas tomam decisões efetivas escutando sua intuição e sentimentos íntimos. Além disso, tomam providências para impulsionar suas ativamente suas habilidades intuitivas, por exemplo, meditando e clareando a mente outros pensamentos.

 

Princípio Três: Espere boas coisas - As pessoas sortudas estão certas de que o futuro vai estar cheio de boas oportunidades. Estas expectativas acabam se tornando profecias que se cumprem, ajudando as pessoas de sorte a persistirem quando em face de um fracasso, e a moldarem suas interações com os outros de um modo positivo.

 

Princípio Quatro: Transforme o azar em sorte - Pessoas sortudas empregam várias técnicas psicológicas para superar as desgraças, e não raro até mesmo tirarem vantagem quando uma delas cruza o seu caminho. Por exemplo, eles imaginam espontaneamente como as coisas poderiam ter sido piores, não enfatizam a desgraça, e assumem o controle da situação. 

 

Decididamente, o otimismo representa um papel chave na sorte, visto que fortemente afeta produção da percepção de sorte. O estudo de Wiseman mostrou que uma pessoa sortuda, otimista, está mais satisfeita com todas as áreas de suas vidas do que a azarada, pessimista. Um otimista se sente sortudo mesmo quando uma nuvem cinzenta paira sobre ele, enquanto o pessimista amaldiçoará um momento que a boa sorte pode aparecer, simplesmente porque não conseguem admitir que do outro lado da cerca pode existir grama verde, isto é, não sabem tirar proveito das coisas que se apresentam a eles, nem mesmo das boas.  

 

Afortunadamente, o aparato mental da pessoa está completamente dentro do seu controle. Uma pessoa azarada que resolve mudar sua sorte deve começar sendo mais social, se esforçando consciente para ser otimista e dar seu melhor em qualquer situação, ser mais aberta a novas ideias novas e experiências.

 

Em resumo, se você for procurar a sorte, provavelmente a achará, conforme diz o professor Wiseman.

Há quem diria que, com alguma sorte, isso é possível!