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FATOR SORTE: AMULETOS E PSI

Continuação da página anterior

 

Tradução: Wilson Mello Franco

 

Do ponto de vista da astrologia como a sorte é vista?  

 

Um dos pilares da Astrologia é a crença na reencarnação, no carma, na lei de causa e efeito, de recompensa e paga. Assim, as pessoas nascem com mais ou menos sorte, conforme seu carma. Esta tendência é espelhada nos astros, no momento do nascimento: “Como é em cima é em baixo”, isto é, como é no macrocosmo (no universo, os astros) é no microcosmo (o homem). Assim, este espelho celeste informa o quanto a pessoa terá de dificuldades ou de facilidades, se terá ou não que enfrentar mais problemas que o normal. Afinal, por que não nos informaria Deus disto? – já que seja qual for o grau de paga ou recompensa da pessoa que volta à vida, de fato trata-se de uma nova oportunidade, sujeita ao livre-arbítrio da pessoa, o maior bem que Deus nos dá. Afinal, Deus certamente quer que triunfamos e que sejamos dignos de sermos seus filhos. Assim quando vamos para a escolha com nossa cartilha na bolsa, também Deus nos dá uma cartilha nos céus para que possamos ler nosso destino e corrigi-lo, se o caso for de paga, ou torná-lo ainda mais grandioso se o caso for de recompensa e de ajuda ao bem-estar da humanidade.

 

NOSSA AURA: O CAMPO MAGNÉTICO QUE NOS ENVOLVE

 

Experimentos psicológicos levados a cabo na Inglaterra com meninos e adolescentes, parecem reforçar a tese de que a sorte depende da forma de enfrentar a vida. Se se crê que tem sorte, existem muito maiores probabilidades de se obter o que se deseja. Neste sentido, o processo de aprendizagem é fundamental. As experiências vividas criam uma atitude positiva ou negativa ante as coisas, de tal maneira que os que se saíram bem, confiam em conseguir novos sucessos e os conseguem. Enquanto que os que não são ungidos pela sorte, calculam que não a terão e não se entregam a fundo nos novos intentos. Por isso, se o sucesso futuro depende dos sucessos passados, há que insistir uma e outra vez até ter conseguido o primeiro triunfo. Depois, tudo será felicidade! Segundo Roger de Lafforest, o campo magnético que rodeia uma pessoa tem muito a ver com a sorte que esta tem ou provoca ao seu redor. Em seu livro “As leis da sorte” nos conta que vários investigadores norte-americanos descobriram que a modificação do campo magnético apagava a fatiga laboral, permitindo trabalhar indefinidamente sem necessidade de descansar.

 

Experimentos posteriores, realizados com um individuo famoso por sua gafe, provaram que ao colocar-lhe um pequeno imã sobre o plexo solar cessaram todas suas influências maléficas. Mas bastava retirar-lhe a pecinha para que estas reaparecessem com mais virulência que nunca. Animados pelos resultados, continuaram os estudos com outros sujeitos, chegando à conclusão que a variação do campo magnético serve para curar o olho gordo e tornar inofensivas as gafes, mas não pode dar boa sorte a quem não a tem nem tirar de quem a possui em abundancia. Em contrapartida, se pode conseguir que indivíduos que não têm qualquer êxito sexual adquiram dons de sedução... Segundo Lafforest, o “milagre” erótico se consegue mudando a frequência e a intensidade das vibrações emitidas pelo corpo humano, aumentando-as ou encurtando-as em função da chamada sexual ao redor. Mas não recomendamos aos amantes frustrados que se coloquem um imã no peito, porque os especialistas esotéricos asseguram que a modificação do campo vibratório deve ser realizada por aqueles que saibam controlar as mudanças que se produzem. Todavia, a maioria dos cientistas considera que esta hipótese carece de vigor.

 

 

A PERCEPÇÃO EXTRASSENSORIAL (PES) E A SORTE

 

 A historiadora e novelista britânica Rebeca West acorreu ao Real Instituto de Assuntos Internacionais para investigar um episódio do julgamento de Nuremberg. Quando olhou na biblioteca se sentiu muito contrariada ao comprovar que os sumários  haviam sido publicados de tal maneira, que era praticamente impossível localizar algo  concreto. Depois de buscar inutilmente durante várias horas, se aproximou de uma das muitas fileiras de livros e disse ao bibliotecário: “Não o encontro, não há como. Poderia estar em qualquer destes volumes”. Enquanto falava apoiou a mão sobre um dos livros, pegou e o abriu. Não somente era o que necessitava mas também o abriu na  página exata. Para explicar este tipo de casos de “sorte”, o parapsicólogo Rex G. Stanford elaborou uma teoria segundo a qual até mesmo as pessoas mais normais utilizam inconscientemente a percepção extrassensorial (PES.) ou a Psicocinese (PK) para conseguir o que querem. Esta é a chave de muitas “coincidências” inesperadas, mas sumamente úteis. Stanford batizou a sua teoria com o nome de “resposta instrumental medida psiquicamente (PMIR)”. Muitos supostos erros, distrações ou impulsos repentinos têm como origem uma informação chegada através da PES que o subconsciente trata de aproveitar modificando a conduta. Estes desvios involuntários da rotina têm como finalidade ajustar o comportamento do sujeito para que se encontre com o que deseja ou necessita. Os experimentos de Stanford demonstraram que quanto mais forte é a necessidade, mais forte é a PES. Então perguntarão alguns: por que não conseguimos sempre o que necessitamos? Há varias respostas. Em primeiro lugar, se a força da necessidade é muito grande, ainda que a PES seja correta, a conduta se torna desorganizada e se malogram os resultados. Além disso, quando as necessidades são muito fortes e vão acompanhadas de uma sensação de ansiedade, conflito ou culpa, a PMIR pode até mesmo se voltar contra o interessado. Isto explicaria esses “ataques” de azar quando as coisas começam a sair mal uma atrás da outra. Basta uma mudança de atitude, uma mentalização positiva, para endereçar o rumo dos acontecimentos. Existe outra causa por que nem sempre conseguimos o que queremos e é que se algo é muito desejável (ganhar na loteria, obter um emprego, encontrar uma boa casa), muitas pessoas tratam de consegui-lo e a PMIR de um individuo pode estar competindo com a de outros. Por isso, muitas vezes aquele que consegue o que quer é o menos necessitado. Simplesmente, é o mais sereno. A PES pode facilitar um encontro “casual” com o homem ou a mulher que tanto o interessa, mas lembre-se que se tem demasiada ansiedade se pode por a perder um possível entendimento. Stanford comprovou que sob hipnose e outros estados alterados de consciência, a PES aumenta notavelmente e sugeriu que isso se deve a que durante esses estados o cérebro se aparta da racionalidade que lhe impõe a vida cotidiana e pode desenvolver atividades psi.

 

 

ATENÇÃO AOS SEUS SONHOS

 

 O sonho também facilita a PES. Comprovou-se que antes que ocorram catástrofes, muitas pessoas têm sonhos premonitórios. Mas não precisa chegar a casos tão extremos para por em marcha a percepção extrassensorial involuntária. Qualquer um pode sonhar com um amigo que faz muito tempo que não vê e encontrá-lo de supetão, no dia seguinte. Ou que caiu numa armadilha, justamente quando lhe acabaram de propor um negócio. Assim, pois, preste atenção em seus sonhos. Agora, uma coisa é captar informações e outra muito diferente é aproveitá-las. Por isso, os entendidos recomendam flexibilizar a conduta, sair das normas auto-impostas, chegando até mesmo à extravagância. Desta maneira se facilita a PMIR, permitindo o que alguém qualificou de casamento de amor entre o desejo e seu objeto. A sorte, em uma palavra. Um último conselho: se acreditas, recebe. Segundo Stanford, a PMIR e a resposta às orações são na realidade a mesma coisa. Para este investigador, é a mente humana, através da psicocinese, a que mobiliza os recursos necessários para conseguir os objetivos da prece. Pelo que, até mesmo nesta controvertida teoria, a ênfase continua recaindo na fé. Nesta fé capaz de mover montanhas e abrir as portas da sorte.

 

 

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Veja também: destino enlatado X livre-arbítrio